Mesmo com a retração da produção industrial brasileira no mês de maio, o Estado do Rio de Janeiro seguiu em rota de crescimento. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM) do IBGE, divulgada na última sexta-feira (12), a produção industrial fluminense avançou 2% em comparação a abril. No acumulado de 12 meses, o crescimento chega a expressivos 7,1%.
O bom desempenho chama atenção por estar bem acima da média nacional, que apontou queda de 0,5% no mesmo período. O resultado vem sendo comemorado por setores produtivos, especialmente em regiões como o Norte Fluminense, que abrigam polos estratégicos da indústria, como o Porto do Açu e o setor de óleo e gás em Macaé.
Em Campos dos Goytacazes, empresários locais enxergam o momento como sinal de retomada. “Há um aquecimento no fornecimento de serviços, especialmente no apoio logístico e no setor de construção civil. Isso alimenta a cadeia como um todo”, afirma Marcos Lessa, consultor industrial.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado também comemorou os números. Em nota, a secretária interina Fernanda Curdi destacou que o Rio mantém um ritmo consistente de crescimento, mesmo com a desaceleração nacional. “Isso demonstra a força da nossa economia e o potencial de expansão da indústria fluminense.”
O Porto do Açu, em São João da Barra, é um dos exemplos mais emblemáticos dessa recuperação. A movimentação de cargas e a presença de grandes projetos industriais têm gerado impacto positivo em toda a cadeia regional, com expectativa de novos investimentos ainda em 2025.
Enquanto isso, o setor naval e de apoio offshore em Macaé registra aumento nas contratações, impulsionado por contratos com empresas de exploração de petróleo e gás. Para muitos analistas, essa sinergia entre os polos é o que sustenta a alta da produção industrial no estado.
O avanço fluminense também reforça a confiança de trabalhadores, que veem na indústria uma das principais portas para recolocação e qualificação. “É importante manter o foco na formação de mão de obra e na integração entre as cadeias produtivas locais. O crescimento é um sinal claro, mas a preparação para aproveitar as oportunidades é o que faz a diferença”, finaliza Lessa.