A manhã desta quinta-feira (21) foi marcada por protesto em Macaé. Trabalhadores e trabalhadoras da empresa LCD, que teve o contrato encerrado com a Petrobras, ocuparam a entrada do terminal de Cabiúnas para cobrar o pagamento de salários e outros direitos trabalhistas que, segundo eles, seguem pendentes.
O ato foi organizado pelo Sintpicc e contou com o apoio do Sindipetro-NF. De acordo com as lideranças sindicais, além do atraso nos pagamentos, a empresa teria retido documentos importantes, como a baixa na carteira de trabalho e o termo de rescisão, impedindo que os profissionais possam buscar recolocação no mercado.
Durante o protesto, Jairo João dos Santos, diretor do Sintpicc, criticou a postura da Petrobras e denunciou um histórico de problemas semelhantes com outras terceirizadas:
“Isso aqui não é só pela LCD. Antes de eu entrar na empresa, já tinha acontecido com outros trabalhadores em contratos com outras prestadoras. É uma vergonha! A Petrobras é conivente com tudo isso”, declarou.
O advogado do Sintpicc, Leonardo Lessa, reforçou a gravidade da situação:
“Ontem, a empresa mandou 17 rescisões por e-mail para o sindicato, pedindo que a gente homologasse os documentos para enviar à Petrobras. Isso é uma piada. Eles não têm pessoal nem para formalizar as rescisões e dar baixa na carteira desses trabalhadores.”
Para o diretor do Departamento do Setor Privado do Sindipetro-NF, Eider Siqueira, a estatal precisa assumir um papel ativo para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados:
“Mesmo não sendo nosso público direto, estamos aqui para apoiar. Essa prática é recorrente em contratos terceirizados e precisa acabar.”
A reportagem entrou em contato com a Petrobras e com a LCD, mas ainda não obteve resposta até a publicação desta matéria.
📌 Com informações do Sindipetro-NF.