O cenário internacional de instabilidade, impulsionado por conflitos geopolíticos e pela alta do petróleo, acende um alerta para o risco de desabastecimento de diesel no Brasil.

Especialistas do setor e entidades da indústria apontam preocupação com os impactos da escalada dos preços e possíveis reflexos na economia nacional.

De acordo com dados recentes do mercado, o preço do barril de petróleo vem apresentando forte volatilidade, influenciado por tensões no Oriente Médio. Esse movimento pressiona diretamente o custo dos combustíveis, especialmente o diesel, que tem papel central na logística brasileira.

Atualmente, o Brasil produz petróleo em volume elevado, mas ainda depende da importação de derivados para atender à demanda interna.

Estimativas indicam que cerca de 25% do diesel consumido no país é importado, o que aumenta a exposição às variações do mercado internacional.

Diante desse cenário, há discussões sobre estratégias para garantir o abastecimento, incluindo o aumento das importações e a formação de estoques.

O tema envolve decisões regulatórias e operacionais que impactam diretamente distribuidoras, refinarias e o setor de transporte.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também se manifestou sobre medidas recentes adotadas pelo governo federal para o setor. A entidade avalia que algumas ações podem gerar efeitos sobre a competitividade e a dinâmica econômica, especialmente em um momento de pressão sobre os custos logísticos.

Segundo a CNI, o diesel representa entre 30% e 40% dos custos do transporte rodoviário de cargas, modal responsável por cerca de 80% da movimentação de mercadorias no país. Com isso, variações no preço do combustível tendem a impactar diretamente o frete e, consequentemente, os preços finais ao consumidor.

Além disso, o setor acompanha com atenção o risco de mobilizações de caminhoneiros, o que pode agravar o cenário logístico em caso de paralisações.

Para tentar reduzir os impactos, o governo federal adotou medidas como a redução de tributos sobre o diesel e a edição de normas voltadas ao setor de transporte. Ainda assim, especialistas apontam que os efeitos dessas ações dependem do comportamento do mercado internacional e da evolução do cenário geopolítico.

O tema segue em monitoramento por autoridades e agentes econômicos, diante da possibilidade de impactos mais amplos no abastecimento e na economia brasileira.

Fonte: Petro Notícias – Foto: Marcos Antônio

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