Os sindicatos de petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Espírito Santo (Sindipetro-ES) e Litoral Paulista (Sindipetro-LP) intensificaram a mobilização da categoria e convocaram assembleias para deliberar sobre um indicativo de greve por tempo indeterminado, caso não haja nova proposta da Petrobras para a campanha reivindicatória.

Segundo as entidades, a categoria enfrenta um cenário de “descontentamento generalizado”, agravado por medidas classificadas pelos sindicatos como desimplantes arbitrários — cortes e alterações unilaterais que atingem trabalhadores de diversas bases.

A mobilização ganhou novo capítulo na manhã desta quinta-feira (5), quando petroleiros das bases offshore realizaram um trancaço no Heliporto do Farol, em Campos dos Goytacazes. O protesto teve como objetivo chamar atenção para as decisões consideradas unilaterais pela empresa e reforçar o pedido de abertura de diálogo efetivo. A manifestação provocou atrasos na rotina de embarques para as plataformas da Bacia de Campos.

O calendário de assembleias convocado pelo Sindipetro-NF prevê discussões sobre o indicativo de greve e a eleição de delegados para o Seminário de Greve, marcado para 12 de dezembro, na sede do sindicato, em Macaé. Caso aprovado, o movimento paredista pode começar a partir de 15 de dezembro.

Os sindicatos afirmam que, até agora, a Petrobras não apresentou proposta que atenda às reivindicações da categoria, que incluem a revisão de cortes recentes, segurança contratual e melhorias de condições de trabalho. As entidades classificam a greve como “caminho legítimo diante do impasse”.

Até o momento, a Petrobras não se manifestou oficialmente sobre as denúncias de desimplantes nem sobre as mobilizações realizadas pelos trabalhadores.

Com informações do Sindipetro NF – Foto: Gabriela Fonseca

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