A luta contra o avanço do mar em Atafona, distrito de São João da Barra, chegou ao coração de Brasília. Na última terça-feira (12), a diretora de Relações Institucionais da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida Humana (SOS Atafona), Camila Hissa, esteve no Palácio do Planalto para uma reunião com o secretário especial de Assuntos Parlamentares, André Ceciliano.
O encontro teve como objetivo buscar apoio federal para conter a erosão costeira que já destruiu 14 quarteirões da orla, levando ao mar mais de 500 construções — entre casas, comércios e até uma capela — e apagando parte da história e memória afetiva de gerações.
Segundo Camila, Ceciliano se mostrou surpreso com a ausência de um estudo técnico que subsidie um projeto de contenção. Por orientação dele, a comitiva do SOS Atafona também esteve, no dia seguinte, nos ministérios da Integração Nacional e das Cidades e dialogou com parlamentares em busca de apoio.
O avanço do mar em Atafona é registrado desde a década de 1950 e, mesmo diante de exemplos bem-sucedidos de contenção em outras regiões — como no Espírito Santo, em Copacabana e no Balneário Camboriú —, a situação segue sem medidas concretas.
A Prefeitura de São João da Barra havia lançado, em fevereiro, um edital para contratação de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental com foco na contenção da erosão costeira. No entanto, o processo foi suspenso por contestações legais. Um novo edital era esperado para junho ou julho, mas não foi publicado até agora.
Além de Atafona, a praia do Açu também sofre com os efeitos da erosão, e igualmente depende desse estudo para possíveis intervenções.
Com informações do Blog do Arnaldo Neto.