O anúncio feito por Donald Trump de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, com vigência prevista para 1º de agosto de 2025, já acende o alerta para o mercado fluminense. O estado, responsável por cerca de R$ 7,4 bilhões em exportações aos EUA em 2024, enfrentará um golpe duro ao setor de aço, alumínio e petróleo.

De acordo com estimativas da Firjan baseadas em estudo da UFMG, o impacto no Rio pode chegar a até R$ 830 milhões em prejuízos diretos. Municípios como São João da Barra, Macaé, Duque de Caxias e Rio de Janeiro serão os mais afetados .

A secretária estadual Fernanda Curdi alerta: a nova tarifação pode tornar inviável a exportação de aço produzido no Rio, afetando siderúrgicas e ameaçando a manutenção de milhares de empregos. Um grupo de trabalho estadual foi criado para monitorar o cenário e buscar estratégias de mitigação .

Especialistas apontam que a retaliação vai além do impacto econômico: há risco de paralisação da indústria siderúrgica local e demissões em massa, especialmente no setor automobilístico e do agronegócio. O economista Newton Marques critica a medida como politicamente motivada, afirmando que “o Brasil não encontra mercado novo com rapidez para absorver essa quantidade de exportação” e destaca a urgência na adoção da Lei da Reciprocidade Econômica como mecanismo de resposta .

Embora o Brasil apresente superávit comercial com os EUA, Trump justifica a medida como retaliação à condenação de Bolsonaro e suposta censura a plataformas digitais, argumentando violação da liberdade de expressão. A retórica diplomática agrava ainda mais a tensão bilateral .

O caminho para o Brasil passa por três frentes: negociação diplomática, retaliar com tarifas próprias e buscar novos mercados, especialmente dentro do BRICS. O governo federal também avalia criar um fundo emergencial para minimizar os impactos da crise econômica .

Em meio a esse cenário, os exportadores fluminenses aguardam medidas concretas para evitar um período de instabilidade e perdas irreversíveis ao setor produtivo do estado.

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