Presidente da entidade, Bianca Borges, aponta desafios das universidades públicas e defende a participação dos estudantes nas decisões políticas do país.

A mobilização de estudantes em diferentes cidades brasileiras em defesa da democracia e da educação pública voltou a ganhar força às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Os atos reúnem universitários e secundaristas preocupados com os rumos do país e com as propostas dos candidatos à Presidência da República.

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, destacou o protagonismo histórico do movimento estudantil em momentos importantes da política brasileira, como a resistência à ditadura militar, a campanha pelas eleições diretas, as mobilizações pelo impeachment de Fernando Collor e os protestos contra o governo de Jair Bolsonaro.

Segundo Bianca, o cenário eleitoral representa uma disputa que vai além da escolha de um presidente, envolvendo o futuro das instituições democráticas e da educação no Brasil.

A dirigente também chamou a atenção para os desafios enfrentados pelas universidades públicas, entre eles o subfinanciamento, a ampliação da assistência estudantil e a necessidade de garantir condições para que jovens de baixa renda consigam ingressar e permanecer no ensino superior.

Para a presidente da UNE, a defesa da democracia está diretamente relacionada à valorização da educação pública e à melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora. Ela também ressaltou a importância de manter a organização estudantil para além do período eleitoral, transformando reivindicações coletivas em direitos.

Decisão do TSE

O cenário político também chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com a Agência Brasil, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva negou um pedido da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para barrar publicações nas redes sociais de 54 dirigentes de sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis, entre elas a UNE.

Trajetória da presidente da UNE

Bianca Borges tem 25 anos, nasceu em Itapevi, no interior paulista, e foi criada em Praia Grande. Estudante de Letras do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), ela assumiu a presidência da UNE para o mandato de 2025 a 2027.

Sua atuação no movimento estudantil começou aos 14 anos, quando estudava na Escola Técnica Estadual (Etec) de Praia Grande. Na época, foi representante de turma e participou da fundação de um grêmio estudantil.

Formada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde ingressou em 2017, Bianca também coordenou o Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da universidade e dirigiu o Centro Acadêmico XI de Agosto. Posteriormente, presidiu a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) e integrou a Organização Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (Oclae).

Fonte: Agência Brasil.
Foto: Rodrigo Matos/UNE.

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