O Ministério da Saúde avançou no processo para incorporar a vacina contra herpes‑zóster ao Programa Nacional de Imunização (PNI), com previsão de disponibilização pelo SUS a partir de 2026 .

Atualmente, o imunizante só está disponível na rede privada, com preço médio que varia entre R$ 1.500 e R$ 2.000 pelas duas doses recomendadas . A versão em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) é a fórmula “recombinante”, que apresenta mais de 90% de eficácia na prevenção de formas graves da doença e da neuralgia pós-herpética — uma complicação dolorosa comum após a infecção .

O trâmite segue etapas como análise técnica, viabilidade econômica, consulta pública e ajustes regulatórios, o que deve levar cerca de até um ano após o envio dos estudos por parte do ministério .

Por que isso importa?

A herpes‑zóster, conhecida popularmente como “cobreiro”, é causada pela reativação do vírus da catapora — vírus que permanece no organismo por anos e pode se ativar em pessoas com imunidade comprometida ou com mais de 50–60 anos .

A doença pode causar erupções dolorosas, com risco de complicações neurológicas e dor crônica, especialmente em idosos .

A vacina recombinante já é aplicada em outros países e já é recomendada para pessoas com mais de 50 anos, imunossuprimidos ou pacientes com doenças crônicas .

O que vem a seguir?

O Ministério da Saúde aguarda o parecer final da Conitec, que reverá os dados clínicos, a segurança, o custo-benefício e a logística de distribuição. Depois, seguirá para consulta pública com a população e redigirá a norma de inclusão no PNI .

Se aprovado, o impositivo será um marco importante para leveza no bolso — já que hoje só pode ser adquirida por particulares — e um avanço na prevenção de uma doença que gera sofrimento e tem impacto na saúde pública.

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