O Ministério da Saúde anunciou mudanças no esquema vacinal contra a poliomielite no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir do dia 3 de agosto, todas as crianças de 4 anos voltarão a receber uma segunda dose de reforço contra a doença, aplicada exclusivamente por meio da vacina injetável.

Com a atualização, o calendário vacinal passa a contar com cinco doses da vacina inativada contra a pólio. As três primeiras serão aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, enquanto os reforços ocorrerão aos 15 meses e aos 4 anos.

Até 2024, as doses de reforço eram feitas com a tradicional vacina oral, conhecida popularmente como “gotinha”. No entanto, o Ministério da Saúde optou por adotar apenas a versão injetável, produzida com vírus inativado, considerada mais segura por eliminar o risco, ainda que raro, de mutações do vírus vacinal.

A decisão foi tomada após recomendação da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e oficializada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) por meio de nota técnica divulgada na última semana.

Especialistas destacam que as doses de reforço são fundamentais para manter elevados os níveis de proteção contra a doença. Embora o Brasil esteja há 37 anos sem registrar casos de poliomielite, o vírus ainda circula em alguns países, o que mantém o risco de reintrodução da doença.

A orientação é que pais e responsáveis procurem uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal das crianças menores de 5 anos e atualizar o esquema, caso necessário.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, pode provocar sequelas graves, atingir o sistema nervoso central e, em alguns casos, levar à morte. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

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