As águas da Lagoa de Cima, em Campos dos Goytacazes, ganharam movimento, cor e energia no último sábado (12), com a realização da 2ª edição da Volta da Lagoa de Cima, um evento esportivo e integrativo que reuniu 72 remadores em 16 canoas, em um percurso desafiador de cerca de 30 km ao redor da lagoa.
Idealizada e promovida pelo clube Ohana Va’a, a ação foi muito mais que uma competição. Com espírito colaborativo e clima de confraternização, o evento teve como principal proposta a valorização do esporte, da natureza e dos laços entre atletas, atraindo equipes de diversos pontos do estado do Rio de Janeiro — e até do Espírito Santo.
Para Fábio Souza, representante do Ohana Va’a, a iniciativa teve um propósito claro: unir.
“Queríamos divulgar a canoagem e, ao mesmo tempo, criar um ambiente de troca, companheirismo e superação. A ideia era transformar o desafio físico em um momento de conexão”, afirmou.
Entre os clubes participantes estavam Crispy Koa, Vela Jovem, Kwanita, Kwa Noa e Canoas de Cristo, este último vindo diretamente do Espírito Santo. A diversidade das equipes e o alcance interestadual do evento demonstram o potencial de crescimento da modalidade e o poder de mobilização que a Volta da Lagoa de Cima já conquistou.
Apesar do percurso longo e exigente, o tom foi de alegria e companheirismo — características que transformaram o dia em uma verdadeira celebração. Além da prática esportiva, os participantes puderam contemplar as belezas naturais da região e reforçar o sentimento de pertencimento à comunidade de remadores.
A organização já planeja novas edições e ações paralelas que possam estimular o turismo ecológico e esportivo no local. Com paisagens exuberantes e um ambiente ideal para a prática de esportes aquáticos, a Lagoa de Cima se reafirma como um dos principais cartões-postais de Campos — e, agora, também como palco de integração esportiva e cultural.