A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu desmontar o gabinete e exonerar todos os funcionários ligados ao deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso pela Polícia Federal na última semana durante a quarta fase da Operação Unha e Carne.
A decisão foi tomada pela Mesa Diretora da Casa nesta terça-feira (12), após determinações do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar está afastado das funções legislativas enquanto seguem as investigações sobre suposto envolvimento em um esquema de corrupção ligado à Secretaria Estadual de Educação (Seeduc).
Entre as suspeitas apuradas pela Polícia Federal estão possíveis irregularidades em contratos públicos e denúncias de negociação de vagas na rede estadual de ensino para beneficiar interesses criminosos.
Em nota oficial, a Alerj informou que irá cumprir integralmente as determinações judiciais e confirmou que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar abrirá um processo disciplinar para analisar o caso.
A Assembleia também avalia a possibilidade de convocar um suplente para ocupar a vaga. O processo foi encaminhado para análise da Procuradoria da Casa. Apesar de atualmente estar filiado ao Avante, Thiago Rangel foi eleito pelo Podemos, e a cadeira pertence ao partido de origem. O primeiro suplente é Wellington José, que poderá assumir o mandato caso a convocação seja oficializada.
O caso segue repercutindo no cenário político fluminense e deve avançar nas próximas semanas tanto na esfera judicial quanto no âmbito interno da Alerj.
Fonte: Tempo Real RJ
Foto: Alerj


