A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. O resultado representa o menor nível de desocupação já registrado para um trimestre encerrado em julho.
O indicador confirma a trajetória de redução do desemprego observada ao longo de 2026. No trimestre encerrado em junho, a taxa havia ficado em 5,4%, enquanto no mesmo período do ano anterior o índice era superior.
A PNAD Contínua considera como desempregadas as pessoas que não estavam trabalhando, mas procuraram emprego e estavam disponíveis para assumir uma vaga. O indicador é calculado a partir de uma média de três meses.
Mercado de trabalho mantém desempenho positivo
A redução da taxa de desocupação ocorre em um cenário de manutenção da atividade no mercado de trabalho. O resultado de julho se aproxima dos níveis historicamente mais baixos da série do IBGE, iniciada em 2012.
Em dezembro de 2025, por exemplo, a taxa de desemprego chegou a 5,1%, o menor nível da série histórica naquele momento.
Apesar do resultado positivo, o indicador não significa que todos os trabalhadores estejam empregados em condições ideais. A taxa de desemprego não inclui, por exemplo, pessoas que desistiram de procurar trabalho ou trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas.
Os dados da PNAD também acompanham indicadores de subutilização da força de trabalho, que ajudam a dimensionar de maneira mais ampla a situação do mercado de trabalho brasileiro.
O resultado de julho será acompanhado pelos próximos levantamentos para verificar se a taxa de desemprego continuará próxima dos níveis historicamente baixos.
Fonte: IBGE/UOL


