Mostra reúne trabalhos de Itamar Crispim e busca aproximar crianças e jovens do universo da ciência por meio da arte

Arte, ciência e história se encontram em uma exposição que destaca o trabalho do artista campista Itamar Crispim. A mostra, realizada no Palácio da Cultura, em Campos dos Goytacazes, apresenta obras que transformam imagens científicas em pinturas e outras manifestações artísticas.

Autodidata, Itamar nasceu em Campos e construiu uma trajetória de mais de três décadas ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde criou o Departamento de Design Gráfico (Multimeios). Seu trabalho é marcado pela utilização de imagens relacionadas à ciência como matéria-prima para a criação artística.

A exposição também conta com a parceria da Fiocruz e tem entre seus objetivos aproximar o público, especialmente crianças e jovens, da ciência, da tecnologia e da inovação.

Durante a apresentação da mostra, o pesquisador Fábio Olivares destacou a importância de Itamar para a cultura e para a história de Campos.
“Poucos artistas no mundo fazem esse tipo de arte científica dessa forma como o Itamar”, afirmou.

O vice-reitor da Fiocruz/Paraná, Robenson Luiz, ressaltou a importância da iniciativa para estimular a curiosidade dos jovens.

“Nosso objetivo com essa exposição é buscar a nossa juventude, permitir que eles possam se contagiar com esses quadros e tenham brilho nos olhos, sejam curiosos e também se tornem cientistas”, afirmou.
Segundo Robenson, a curiosidade é um dos caminhos para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação.

Arte a serviço da ciência

O cientista Maurílio também destacou a parceria com Itamar Crispim. Segundo ele, enquanto o pesquisador trabalha com as ideias científicas, o artista transforma imagens e conceitos em obras capazes de alcançar diferentes públicos.

A proposta é utilizar a arte como uma ferramenta de aproximação com a ciência, principalmente entre crianças e adolescentes.

Trajetória internacional
Itamar Crispim é bacharel em Desenho Industrial/Programação Visual e, após a formação, ingressou na Fiocruz, onde desenvolveu uma trajetória profissional ligada à comunicação visual e à arte científica.
Entre seus trabalhos está a ilustração do livro “Parasitologia”, do médico e cientista Luiz Rey, considerado uma das referências internacionais na área.

Suas pinturas são marcadas por cores fortes e recebem influências de diferentes movimentos e artistas, incluindo o surrealismo de Salvador Dalí, o impressionismo de Vincent van Gogh e o cubismo de Pablo Picasso.

A trajetória de Itamar também ultrapassou as fronteiras brasileiras. Na década de 1990, ele viveu em Tóquio, no Japão, onde trabalhou como fotojornalista e designer gráfico na imprensa japonesa, além de atuar como produtor musical de artistas brasileiros.

A exposição no Palácio da Cultura reforça, assim, a conexão do artista com sua cidade natal e apresenta ao público uma forma diferente de enxergar a ciência: por meio da arte, das cores e da criatividade.

Fonte: SEDUCT
Foto: Carlos Grevi

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