Candidato do PSD ao governo fluminense conversou com moradores do bairro Alto da Serra, um dos mais atingidos pelos temporais
O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), prometeu nesta quarta-feira (2/9) construir cinco Centros de Operações para monitorar catástrofes naturais e prevenir enchentes e deslizamentos em todo o estado. Em visita ao bairro Alto da Serra, em Petrópolis, na Região Serrana, Paes disse que os novos equipamentos serão iguais ao Centro de Operações do Rio de Janeiro (COR), criado em 2010, na Cidade Nova, na capital fluminense. Paes conversou ainda com moradores e falou sobre seu grande plano de obras de infraestrutura para combater enxurradas e desmoronamentos de encostas nos municípios, principalmente na Região Serrana, na Costa Verde e na Baixada Fluminense.
— Vamos construir cinco Centros de Operações espalhados pelo estado. Um na Região Serrana para que a gente esteja permanentemente monitorando o risco, treinando a comunidade, com sirenes e radares próprios. Precisamos monitorar constantemente, observar e agir. E também é muito importante fazer os investimentos em contenção de encostas e canais estravasores, para escoar e controlar o excesso de água das chuvas — disse o candidato da coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir”, formada por 12 partidos: PSD, MDB, PT, PV, PCdoB, PDT, PSB, Solidariedade, PRD, PSDB, Cidadania e DC.
Acompanhado pelo candidato ao Senado, Pedro Paulo (PSD), Eduardo Paes afirmou que fará de imediato, caso eleito, um levantamento para avaliar riscos geotécnicos:
— Precisamos saber aquilo que pode ficar e aquilo que precisa de obra de contenção. Aliás, é um absurdo que vítimas das chuvas de 2011 e 2022 ainda estejam recebendo aluguel social e que as suas casas não estejam prontas ainda.
Petrópolis é uma das cidades do estado que mais sofrem com as chuvas, principalmente no verão. Em fevereiro de 2022, por exemplo, o bairro Alto da Serra, onde Eduardo Paes conversou com moradores nesta quarta-feira, foi um dos mais atingidos pelos temporais. Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos 66 pessoas morreram e várias ficaram soterradas após o deslizamento no Morro da Oficina. A Prefeitura do município, à época, decretou estado de calamidade pública.
Prevenção e resiliência climática
Desde a primeira gestão de Eduardo Paes, em 2009, a Prefeitura do Rio vem ampliando sua política de prevenção e preparação para eventos climáticos extremos. Após as fortes chuvas de abril de 2010, uma das primeiras grandes medidas foi a criação do Centro de Operações Rio (COR), inaugurado no final daquele ano. O centro passou a integrar informações e órgãos municipais para acompanhar as condições meteorológicas e permitir uma resposta mais rápida em situações de emergência.
Ao longo dos anos, a Prefeitura também estruturou uma rede de sirenes para alertar moradores de áreas de risco, ampliou o treinamento e a preparação das comunidades e realizou grandes obras para reduzir os impactos das chuvas, com investimentos em contenção de encostas e sistemas de drenagem e escoamento de água. Na Grande Tijuca, por exemplo, foram construídos três reservatórios de retenção, os chamados piscinões, integrados ao desvio do Rio Joana, formando o maior sistema municipal de controle de enchentes da região.
A partir de 2021, esse trabalho ganhou uma nova escala. Desde então, a Prefeitura investiu R$ 5,4 bilhões no Plano Verão. Entre 2021 e 2025, foram concluídas 392 obras, enquanto outras 151 estão em andamento ou em fase de contratação. Entre as intervenções realizadas estão 227 obras de contenção de encostas, 65 obras do Bairro Maravilha e 99 intervenções de drenagem e prevenção de alagamentos. Entre as grandes obras de prevenção estão os PACs de Jardim Maravilha, Acari, Realengo e Encostas, além do Túnel Hidráulico do Rio Joana.
A política de resiliência climática também passou a incorporar novos desafios, como as ondas de calor e os impactos das mudanças climáticas. O sistema de resposta da cidade foi ampliado e hoje reúne mais de 50 órgãos e cerca de 50 protocolos operacionais, com monitoramento permanente pelo COR. A estrutura integra informações meteorológicas e dados de radares, pluviômetros e estações meteorológicas, permitindo acompanhar chuvas, raios, risco de deslizamentos e outros eventos extremos.
Na preparação das comunidades, a rede municipal de sirenes chegou, em 2026, a 165 equipamentos em 103 comunidades, além de 225 pontos de apoio. Desde 2014, a Defesa Civil realizou 869 simulados de desocupação, reforçando a capacidade de resposta da população em situações de emergência.
Fonte: Assessoria – Foto: Divulgação



