O ex-jogador Felipe Melo, apontado como um dos futuros donos da SAF do Americano Futebol Clube, comandou uma pré-temporada de 20 dias com a equipe sub-20 do Alvinegro. O período de preparação contou ainda com a participação do também ex-atleta Egídio na comissão técnica.
O saldo da preparação foi considerado bastante positivo internamente. Durante o período, o time realizou três amistosos: duas goleadas por 7 a 0 e uma vitória por 2 a 0. Os adversários foram o Lima Atlético, equipe oriunda de um projeto social, e o Palmense.
“Estilo europeu” sem perder a essência brasileira
O lateral Daniel Abner, atleta do sub-20, destacou a intensidade dos treinos e a metodologia implantada por Felipe Melo. Segundo ele, o trabalho mesclou conceitos do chamado “estilo europeu” com características tradicionais do futebol brasileiro.
“Trabalhar com o Felipe no dia a dia foi algo totalmente diferente, porque ele inspira o atleta a trabalhar 200% todos os dias. O estilo de jogo que ele colocou foi um estilo europeu, sem tirar as nossas características brasileiras, como a coragem para driblar e fazer uma jogada diferente. Tudo isso junto com jogo aproximado, tabelas, poucos toques na bola e intensidade alta”, afirmou.
Conhecido pelo perfil aguerrido nos tempos de jogador, Felipe Melo, de acordo com Daniel, mantém postura tranquila fora das quatro linhas, mas exige alto nível de competitividade durante os treinamentos e partidas.
“No dia a dia ele é muito tranquilo, deixa o clima leve e descontraído. Porém, quando entramos em campo, o foco, a dedicação e a fome de vencer são inegociáveis”, relatou.
Coragem para jogar
A proposta de jogo apresentada também dialoga com conceitos defendidos por Fernando Diniz, treinador com quem Felipe Melo trabalhou no Fluminense Football Club.
“Ele apoia nossa coragem de sair jogando e não deixa que os erros nos paralisem. Errar jogando com coragem, fazendo o que treinamos, não tem problema nenhum. Ele deu total liberdade e confiança ao jogador”, explicou o atleta.
Formação além das quatro linhas
Para os jovens do Americano, a convivência com ex-jogadores multicampeões deixou ensinamentos que vão além do aspecto tático. Daniel Abner ressaltou a diferença entre ser apenas jogador e assumir postura de atleta de alta performance.
“O maior aprendizado que ele me deixou foi a diferença entre jogador e atleta. Jogadores existem muitos, mas atletas são poucos. São esses poucos que chegam à elite e conseguem se manter em alto nível. Para isso, é preciso viver como atleta dentro e fora de campo.”
Futuro no profissional ainda improvável
Apesar do desejo interno de parte da torcida e do clube em ver Felipe Melo à frente da equipe principal, a possibilidade é considerada remota para 2026. O Americano já anunciou Wendel Costa como treinador do time profissional para a temporada.
Além disso, o próprio Felipe Melo já declarou publicamente que pretende iniciar sua carreira como técnico fora do Brasil.


