O Governo do Estado do Rio de Janeiro realizou nesta segunda-feira (18) uma série de exonerações em setores estratégicos da administração estadual, principalmente na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ), após os desdobramentos da Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal.
Ao todo, 31 servidores foram exonerados por determinação do governador em exercício, Ricardo Couto. Somente na Sefaz, pelo menos 16 nomes ligados à estrutura da pasta perderam os cargos, incluindo servidores que ocupavam funções de comando em superintendências e auditorias fiscais especializadas.
As mudanças ocorrem após a investigação da PF apontar suspeitas de irregularidades envolvendo benefícios fiscais concedidos à refinaria Refit durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro, alvo de mandados de busca e apreensão na operação.
O ex-secretário estadual de Fazenda, Juliano Pasqual, também aparece entre os investigados no inquérito federal. Parte dos servidores exonerados integrava a equipe da gestão dele na pasta.
Além das exonerações, a atual administração estadual informou que adotou medidas internas de controle e apuração. Entre elas, o bloqueio do acesso de investigados aos sistemas fiscais da secretaria, abertura de processos administrativos disciplinares e auditorias específicas relacionadas a incentivos fiscais concedidos à Refit e a outras empresas mencionadas nas investigações.
A Coordenadoria Tributária de Controle Externo (CTCE) também foi acionada para acompanhar os procedimentos e preservar o sigilo de informações fiscais.
As mudanças acontecem sob o comando do atual secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, que retornou ao cargo recentemente. Mercês já havia ocupado a chefia da pasta durante o governo de Wilson Witzel e voltou à secretaria em abril deste ano, já na gestão interina de Ricardo Couto.
Além da Sefaz, outras áreas do governo estadual também foram atingidas pelas exonerações. Houve desligamentos no Detran-RJ, Secretaria Estadual de Saúde, Inea, Procon-RJ e em pastas ligadas à infraestrutura, agricultura, planejamento e Polícia Civil.
Fonte: Tempo Real


