O governo federal oficializou nesta sexta-feira a renovação antecipada dos contratos de concessão de distribuidoras de energia elétrica que atuam em 13 estados do país. A medida amplia por mais 30 anos a operação das empresas contempladas e prevê um pacote de investimentos estimado em R$ 130 bilhões para modernização e ampliação do sistema elétrico nacional.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a expectativa é que cerca de 41,8 milhões de famílias sejam beneficiadas com melhorias no fornecimento, manutenção da rede e ampliação da capacidade operacional das concessionárias.
Entre as empresas contempladas estão distribuidoras ligadas aos grupos Light, Energisa e CPFL, que operam em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Mato Grosso, Sergipe, Paraná, Pará e Paraíba.
A ausência que mais chamou atenção foi a da Enel, responsável pelo fornecimento de energia em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará. A companhia ficou de fora desta etapa de renovação em meio a críticas relacionadas à qualidade dos serviços prestados, principalmente após episódios de apagões prolongados e reclamações sobre demora no restabelecimento da energia.
Em São Paulo, inclusive, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já instaurou procedimento que pode resultar até na cassação da concessão da empresa.
Apesar disso, a Enel segue operando normalmente no estado do Rio de Janeiro. O contrato atual da concessionária é válido até dezembro de 2026, e o pedido de renovação ainda depende de análise do governo federal.
Em posicionamento oficial, a empresa afirmou que recebeu parecer favorável da Aneel para renovação das concessões no Rio e no Ceará, destacando que não há impedimentos regulatórios para continuidade da operação. A companhia informou ainda que aguarda os próximos encaminhamentos do Ministério de Minas e Energia.
A situação da Enel no Rio também vem sendo acompanhada de perto por lideranças políticas e órgãos de fiscalização, diante das constantes reclamações de consumidores sobre interrupções no fornecimento e falhas no atendimento em diversas cidades fluminenses.
Fonte: g1
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


