Você é daqueles que só começa a render quando o sol se põe? Enquanto muitos já estão prontos para dormir, você está com mil ideias na cabeça ou finalmente encontra concentração para estudar e trabalhar? Isso tem explicação científica — e não, você não está sozinho.
Estudos da cronobiologia — ciência que estuda o relógio biológico — apontam que existem diferentes cronotipos, ou seja, perfis de comportamento ligados aos horários naturais de maior disposição física e mental. Os mais conhecidos são o matutino, o vespertino e o intermediário.
Quem tem cronotipo vespertino tende a apresentar maior atividade cerebral e capacidade de foco durante a noite. Segundo pesquisadores da Universidade de Liège, na Bélgica, essas pessoas mostram mais atividade no córtex pré-frontal (área ligada à tomada de decisões e criatividade) no período noturno, comparadas às que preferem o dia.
Essa diferença está ligada à forma como o corpo regula a produção de melatonina, o hormônio do sono. Em noturnos, a liberação de melatonina acontece mais tarde, fazendo com que o sono venha mais devagar — e a mente fique acesa por mais tempo.
Mas e o prejuízo no dia seguinte?
O problema é que o relógio biológico natural nem sempre combina com o relógio social. Quem rende mais à noite sofre quando precisa acordar cedo para trabalhar ou estudar, e isso pode levar a um quadro conhecido como “jet lag social” — o mesmo cansaço que se sente ao atravessar fusos horários diferentes.
A boa notícia é que entender o seu cronotipo pode ajudar a organizar a rotina e melhorar a produtividade, dentro do possível. Hoje, inclusive, empresas e escolas mais flexíveis já começam a considerar esses perfis na hora de organizar horários.