5ª fase da Operação Unha e Carne investiga lavagem de dinheiro, vazamento de informações sigilosas e possíveis conexões entre o crime organizado e agentes públicos
O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso na manhã desta quinta-feira (2) durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal no estado do Rio de Janeiro. Ele foi localizado em um flat na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense.
Conhecido nas redes sociais, Poncio é pastor da Igreja da Nuvem, pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K.
Segundo as investigações, Márcio Poncio é suspeito de manter possíveis ligações com a chamada “Máfia do Cigarro”, esquema que teria como um dos principais líderes o contraventor Adilsinho, apontado pela Polícia Federal como integrante da nova cúpula do jogo do bicho no estado.
A operação também tem como alvo o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que já estava preso e será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu para um presídio federal. Adilsinho também permanece encarcerado.

A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou ainda o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti.
De acordo com a Polícia Federal, esta fase da investigação busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro, além de possíveis ramificações do esquema junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.
As investigações tiveram início após a apreensão de documentos que indicariam supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro, além de possíveis ligações entre agentes públicos e integrantes do crime organizado.
A Operação Unha e Carne integra as medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que prevê investigações sobre a atuação das principais organizações criminosas no Rio de Janeiro e suas possíveis conexões com agentes públicos.
Fonte: CNN Brasil e g1


