Macário Júdice responderá ao processo em liberdade, com medidas cautelares; ex-presidente da Alerj continuará preso, mas deixará unidade federal em Mossoró

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto e autorizou a transferência do deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para uma unidade prisional no estado. As decisões foram tomadas nesta sexta-feira (30).

Macário Júdice estava preso preventivamente desde dezembro de 2025, sob suspeita de participação no vazamento de informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira, conhecido como TH Joias.

Com a decisão de Moraes, a prisão preventiva do desembargador foi substituída por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte. A investigação aponta que ele teria antecipado informações sobre a operação policial a Rodrigo Bacellar, que, por sua vez, teria alertado TH Joias.

Bacellar continuará preso

No mesmo despacho, Moraes autorizou a transferência de Rodrigo Bacellar da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para um presídio no estado do Rio de Janeiro.

A mudança não significa liberdade. O ex-presidente da Alerj continuará preso preventivamente. Até este sábado (31), a unidade prisional que receberá o parlamentar ainda não havia sido definida.

TH Joias também permanece preso. Ele é investigado por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho.

Defesa nega acusações

A defesa de Macário Júdice nega a participação do desembargador no suposto vazamento de informações e afirma que não existem provas de seu envolvimento. Os advogados sustentam que pretendem demonstrar a inocência do magistrado durante o andamento do processo.

As decisões do STF não encerram as investigações nem representam absolvição dos envolvidos. O caso continua sob análise da Justiça.

Com informações da Agência O Globo e de veículos de imprensa nacionais. Foto: Reprodução

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