A Secretaria Municipal de Saúde de Campos dos Goytacazes inicia, na próxima quarta-feira (8), uma nova etapa do monitoramento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A ação será coordenada pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e utilizará 690 ovitrampas distribuídas em 93 bairros da área urbana, além das localidades de Farol de São Tomé e Baixa Grande.
As ovitrampas são utilizadas para identificar a presença e a concentração do mosquito, permitindo que as equipes direcionem as ações de combate para as regiões com maior risco de infestação.
De acordo com o cronograma, as paletas instaladas nas armadilhas serão substituídas no dia 14 de julho. Já a retirada dos dispositivos acontecerá entre os dias 20 e 22, encerrando o ciclo de monitoramento em cada ponto.
Segundo o coordenador do Programa Municipal de Controle de Vetores (PMCV), Claudemir Barcelos, o trabalho tem priorizado os chamados “pontos quentes”, áreas que apresentam maior incidência do mosquito.
Ainda conforme o coordenador, a estratégia segue as novas orientações do Ministério da Saúde, utilizando os resultados do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) e das ovitrampas para definir as ações de campo.
As armadilhas consistem em recipientes escuros com água e levedura de cerveja, que simulam um ambiente ideal para que as fêmeas depositem seus ovos. No interior do recipiente é colocada uma paleta de madeira, onde ocorre a oviposição. Após a coleta, os agentes realizam a contagem dos ovos e identificam a espécie do mosquito.
Com essas informações são calculados o Índice de Positividade de Ovitrampas (IPO), que aponta o percentual de armadilhas com presença de ovos, e o Índice de Densidade de Ovos (IDO), que mede a quantidade média de ovos encontrados nas armadilhas positivas. Os indicadores auxiliam no planejamento das ações de combate ao mosquito.
Fonte: Prefeitura de Campos


